
a casa estava cheia, não se podia andar.
Estava tão gostoso, aquele reboliço
e o tal do sanfoneiro só tocava isso:
taranarâ narâ narâ
taranarâ narâ narâ
taranarâ narâ narâ
tarânâ rânâ rânã..."
A quadrilha era uma grande dança palaciana do século XIX, abrindo os bailes da Côrte na Europa, principalmente os franceses. Foi muito praticada pela sociedade aristocrática da época e acabou preferida pela sociedade inteira, até cair no gosto do povo, que lhe deu nova roupagem e comandos inesperados, constituindo o verdadeiro baile em sua longa execução de cinco partes, gritadas pelo "marcante". Bisadas, aplaudidas, do palácio imperial aos sertões. Chegou aqui com a Côrte portuguesa e fazia furor no Rio, a Capital Imperial. Foram convidados até mestres de orquestras de dança francesa como milliet e Cavalier, que tocavam as músicas de Musard, o "pai das quadrilhas". No último baile solene do Paço, em 31 de agosto de 1852, dançaram 20 quadrilhas. A plebe, conhecendo o ritmo e adorando a evolução, passaram a criar suas próprias quadrilhas e daí, pra surgir a primeira quadrilha caipira, foi um pulo!
Por ter se tornado popular devido a Côrte francesa, os passos que o "marcante" grita têm nomes variantes do francês, meio que "aportuguesados": Ex: ANARRIÊ, A LA VANTÚ, etc. No próximo post vou mostrar as palavras mais conhecidas no Brasil e sua origem francesa.
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