
Santa Clara de Assis: seu nascimento.
Noite de 16 de julho de 1193.
A pobre mulher se contorcia às dores do parto. Suas damas de companhia e a parteira incentivavam-na, pediam força para que ajudasse a filha a nascer. Foi um parto longo e difícil. Dona Ortolana mordia uma troixinha de pano enrolado, para suportar a dor e uma das mãos apertava, fortemente, a mão da sua Aia.
— Coragem, Dona Ortolana! Força! — dizia ela.
— Eu não consigo! Acho que vou morrer!
A mulher chorava...
—Vai conseguir! Tenha fé! — falava a parteira.
Nessa hora, a mulher ouviu uma doce voz. Não era nem da parteira, das damas ou da Aia. Era uma voz linda e sublime, que assemelhava-se ao toque dos sinos da Catedral de São Rufino de Assis, só que bem mais suave, parecendo o sussurrar de um anjo. A voz lhe disse:
“—Não temas, de ti nascerá uma luz que, claramente, iluminará o mundo...”
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Vidas Santas