
Postei finalmente três textos. Depois de meses ausentes, em respeito a todos que me acompanham, era o mínimo que podia fazer. Confesso que nesse tempinho de férias, dei uma repensada na história e mudei muitas coisas para oferecer uma leitura cada vez melhor a todos. Abraços e espero que curtam.
Tristão foi outra vez ao encontro do tio, que agora, estava com uma cara nada amistosa. Audret estava com um sorriso sarcástico, iluminando todo o rosto e Hestas, o velho conselheiro, encarava-o com ares de severa reprovação. Um silêncio mortal pairava no ar. Tristão desejou mais uma vez, como tantas outras, que o chão se abrisse e o devorasse até o rei quebrar o silêncio.
— Saiam os dois! — ordena ele.
Audret protestou.
— Mas, senhor meu tio, eu...
— Ambos já cumpriram a que vieram, agora, minha conversa é só com ele.
Tristão não desviou, em momento algum, o olhar de seu tio. Hestas e Audret saíram contrariados. Marcos se levantou e sem hesitar, achegou-se a Tristão e deu-lhe um sonoro tapa em sua face. Os dedos ficaram logo marcados, mas Tristão não ofereceu nenhuma resistência e também, não reagiu.
— DEVASSO!!! MENTIROSO!!! IGNÓBIL!!!! Mentiste para mim! Disseste-me que estavas cuidando de Isolda com extremo zelo?! Que me dizes disto?
Marcos jogou a carta de Anguish no rosto do sobrinho. Tristão, sem entender, pegou a carta e leu. Ficou sem palavras e lembrou-se da vez que o rei da Irlanda comentara, sobre uma carta que enviara a ele.
— Vais ter a coragem de negar os sentimentos por Isolda, depois desta prova?
Tristão amassou a carta e deixando vazar toda a raiva contida; explodiu:
— Não! Não vou negar! Mas isso já foi há muito tempo! Só o que sinto por ela agora, é respeito por ser vossa esposa!
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